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O Caçador




Por onde começar a descrever esse livro? Admiro o trabalho do Bear Grylls na TV, acho ele bem doido por tudo o que faz (principalmente ingerir coisas que nenhum ser humano normal iria se propor a fazer), então vi que o livro Voo Fantasma seria lançado no Brasil. Fiquei curiosa pra saber como seria a escrita do Bear e foi bem positiva a minha experiencia. Vamos ao que interessa.

Sinopse: 
Uma mistura de A Identidade Bourne com Indiana Jones num thriller de tirar o fôlego, de Bear Grylls, astro das séries À prova de tudo e No pior dos casos

Mãe e filho são sequestrados de dentro de uma barraca numa montanha nevada. Um soldado leal é torturado e executado num pântano remoto. Um avião de guerra desaparecido, contendo um segredo de proporções catastróficas, é descoberto no coração da Floresta Amazônica. Uma única trama une esses três acontecimentos, e só um homem será capaz de desvendá-la: Will Jaeger, o caçador. Jaeger, ex-combatente do Serviço Aéreo Especial britânico, se vê envolvido numa conspiração que pretende fazer renascer das cinzas o Terceiro Reich de Hitler – e que vai levá-lo da África, via Reino Unido, para as profundezas da Amazônia, onde se escondem segredos macabros da Segunda Guerra Mundial.

Eu gosto desse tipo de enredo sobre militares, espiões e etc e também de conspirações da Segunda Guerra Mundial. O que achei ainda mais bacana é que a história se ambienta no Brasil, e envolve os indígenas também que acabam se aventurando junto com o Will em busca de solução para o caso. Além disso, a história foi inspirada na própria família do Bear em que o avô dele era comandante de um grupo secreto no fim da Segunda Guerra Mundial, em que protegia segredos nazistas que só foi descoberto após setenta anos.
Geralmente quando um expert em alguma área se aventura na escrita, deixa a desejar pois pensa que todos entendem sobre o que ele está falando e não entra em detalhes fazendo o leitor ficar perdido e sem entender algumas partes, então, apesar de Bear ser especialista em sobrevivência ele não pecou nesse aspecto, ele detalha informações que um civil não entenderia. 
A leitura flui tranquilamente e é daqueles livros que você não consegue parar de ler e fica dizendo pra si mesmo (sem sucesso): "só mais um capítulo".


No final de julho foi lançada a sequencia de Voo Fantasma, chamado Anjos em Chamas. Adquiri recentemente o meu exemplar e já estou ansiosa pra ler. Obviamente, irei fazer resenha dele aqui com certeza. ;)

Como Eu era Antes de Você



O livro me encantou pela temática diferente.
Nao é aqueles tão 'batidos' romances em que a personagem adolescente ou jovem adulta na escola ou faculdade encontra o seu amor e etc. Aquela coisa que todo mundo já conhece.
A personagem principal, Louise Clark, tem 26 anos e não sabe o que fazer da vida. Vive em sua zona de conforto e não faz o minimo esforço pra sair. Tem o namorado que mesmo que não combine com seu estilo de vida lhe entende e aceita, porém não se vê o amor entre os dois, provavelmente se matem juntos pelo comodismo.
A personagem se conforma com a vida que leva até o dia em que a lanchonete em que trabalha há 6 anos fecha e ela precisa buscar um novo emprego, pois a sua renda é de grande importância em casa. E o único em que ela acha que se encaixa é de cuidadora de um tetraplégico, mesmo sem nunca ter feito isso na vida, mas o dinheiro era importante.
Com seu jeito diferente ela consegue o emprego e conhece o Will. Com quem não se dá bem de início mas no decorrer da história melhora.
O livro tem uma proposta diferente e, apesar de romântico, foge dos padrões em que sempre tudo é incrível e maravilhoso. O amor proposto pela JoJo é o amor da forma pura e sem a necessidade do contato físico com a preocupação com o outro, apesar de que o decorrer da leitura o leitor entende a escolha da personagem para a função de cuidadora.
Após tudo o que acontece, a personagem 'abre' os olhos, pois Will lhe mostra as possibilidades que uma mulher como ela tem, apenas perde por conta do conformismo que a cerca. Jojo mostra que Will ensinou muito mais do que Lou ensinou e deu injeção de ânimo para Will.
A leitura é viciante e escrita de uma maneira que o leitor se sente intimo dos personagens. Foi o primeiro livro da Jojo Moyes que li e estou ansiosa pela leitura de 'Depois de você'.

Sobre o filme? Não me decepcionei! Como toda leitora, fiquei ansiosa pela adaptação e com medo do famoso "estragar a história", mas não, ficou incrível.
Os atores pegaram direitinho o 'espírito' dos personagens e deixou a adaptação lindíssima. Chorei do mesmo jeito que chorei no livro :")


Nota: Texto escrito em 09/04, mas como não queria deixar de falar sobre o queridinho do ano, resolvi postar mesmo assim. Estive sem PC nos últimos meses, por isso a ausência aqui, sorry.

Na natureza interior

Filme: Na natureza Selvagem (Into the wild) [SPOILERS]

Sinopse: Christopher nasce em uma família tradicional e bem sucedida da Califórnia, nos Estados Unidos, crescendo para ser um profissional bem sucedido e com todo o apoio de seu pai através de rígida educação. Chris realiza o sonho de seus pais e se forma em uma das melhores escolas de sua região com notas mais que suficientes para estudar em Harvard, para alegria de seu pai. Porém, seu filho resolve embarcar em uma aventura selvagem, doa todas suas economias para uma instituição de caridade, USS 24.000,00, abandona seus pertences capitalista e vai rumo a uma experiência que julga ser a verdadeira liberdade, sem a hipocrisia da sociedade para nos corromper.

O filme é de 2007 e conta a história de Christopher McCandless que abandona sua casa e família após concluir o ensino médio, para viver uma aventura na natureza em busca de uma “liberdade”. Ele considerava sua família hipócrita, pois apesar de eles passarem uma imagem de família feliz e de altos padrões, entre quatro paredes viviam um verdadeiro inferno de brigas e sabotagens enquanto os filhos assistiam a tudo.
Muitas pessoas refletem esse filme como o retrato de alguém que foi feliz e pôde viver livremente sem interferência de uma sociedade controladora e capitalista, porém na minha visão a realidade é outra.
Christopher presenciou tantos abusos que acabou por causar traumas na sua vida. Ele acreditava que a felicidade para ele seria viver longe dos pais ricos e que só pensavam em dinheiros e longe de contato humano que, um certo nível de intimidade seria uma brecha para que ele se machucasse. Pode-se ver isso em certo ponto em que ele afasta a garota que acabou se apaixonando por Chris ou ao senhor que o queria como parte da família.




Acredito que Christopher tinha problemas psicológicos que deveriam ser tratados como por exemplo os problemas familiares, paranoia com o capitalismo, se achar autossuficiente e que poderia viver isolado e feliz. Isso seriam problemas que sozinho, ele não poderia superar e pode-se ver que Christopher não busca a felicidade, mas uma válvula de escape para a sua realidade perturbada.
Porém há um questionamento intimo para mim de que: será que muitas pessoas passaram pela vida dele ou ele passou pela vida de muitas pessoas?
Percebi depois de refletir que ELE passou pela vida das pessoas, pois ele conseguiu fazer com que algumas pessoas fizessem reflexões sobre as próprias vidas e o contrário não aconteceu, provavelmente por não permitir que as pessoas lhe influenciassem.
Depois de chegar ao Alaska e da felicidade momentânea de atingir o objetivo ele começa a passar necessidade como a escassez de alimentos e a solidão.



Ao fim de sua vida (e da aventura) ele percebe que “A verdadeira felicidade é compartilhada” como ele escreve no livro em que naquele momento servia de uma espécie de 'parâmetro para felicidade'.



Enfim, há o livro homônimo escrito por Jon Krakauer e custa em torno de R$26,00 pra quem tiver interesse ;)




O Diário de Mr. Darcy - Amanda Grange [Resenha]

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Sinopse: O único lugar em que Mr. Darcy poderia compartilhar seus sentimentos mais íntimos eram as páginas do seu diário. Dividido entre o senso de dever com o nome de sua aristocrática família e a paixão crescente pela plebeia Elizabeth Bennet, tudo o que esse jovem nobre podia fazer era lutar contra tal sentimento. Neto de conde por parte de mãe, Mr. Darcy possuía grande quantidade de terra, enorme receita com os inquilinos e uma grande riqueza herdada. O tamanho de sua propriedade e o seu status social lhe davam, inclusive, o direito de nomear o vigário da paróquia e faziam dele uma pessoa muito influente no condado de Derbyshire, na Inglaterra do início do século XIX. Disputado pelas damas da sociedade londrina, Mr. Darcy vive sua experiência sentimental singular a partir do encontro com Elizabeth em Meryton, pequena vila do condado de Hertfordshire, no interior do país. Embora naturalmente rígido e teimoso, demonstra que, no íntimo, também é um homem dedicado e carinhoso. O Diário de Mr. Darcy, portanto, apresenta a história do improvável namoro de Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy do ponto de vista dele. Esta graciosa continuação de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, enfoca os conflitos de Mr. Darcy e as dificuldades do seu relutante relacionamento, da rejeição inicial à luta desesperada para conquistar o coração de Elizabeth. Orgulho e Preconceito tem inspirado um grande número de sequências nos dias de hoje, mas O Diário de Mr. Darcy é a mais bem-sucedida das que incidem sobre o rico e orgulhoso cavalheiro.

Para os (As em especial) amantes de Orgulho e Preconceito, qualquer coisa que envolva Mr. Darcy e Elizabeth Bennet se torna atraente e comigo não foi diferente. Eu sou muito apaixonada por esse romance, ele está em primeiro lugar no meu' Top 5 livros favoritos de todos os tempos' e quando vi a notícia do lançamento de 'O Diário de Mr. Darcy' corri para ler e achei... estranho.

Fiquei receosa por dois motivos:

1º Não foi escrito por Jane Austen, então já não tem o mesmo olhar da autora original.
2º A obra foi escrita no formato de diário, o qual não me agrada (nunca li 'O Diário da princesa' por isso).

Ainda com receio, li. No início deu vontade de desistir, pois não tinha empolgação na leitura, mas me esforcei e continuei e ele foi se tornando melhor. A obra narra toda a ação de Mr. Darcy desde seu desafeto por George Wickham, ao momento que chega a Netherfield e como se desenrola sua afeição por Elizabeth. O leitor pode entender como o misterioso Mr. Darcy vê o mundo ao seu redor e o motivo de ser tão reservado.



O texto contém cenas do livro original, na visão de Darcy, obviamente, mas há muito mais cenas criadas pela autora como por exemplo o relacionamento de Mr. Darcy com a irmã Georgiana e Caroline Bingley. Confesso que a leitura não foi uma das mais deliciosas para mim e não me prendeu tanto. Em alguns momentos chegou a ser cansativo, mas ainda conseguiu ser divertido. Recomendo? Sim, pois quando se trata de Mr. Darcy todo esforço vale a pena :D



A Outra Face - Sidney Sheldon [Resenha]

Sidney Sheldon tem uma escrita maravilhosa e não é a toa que possui tantos fãs. O primeiro livro dele que li foi "Se houver amanhã" (estou para rele-lo porque já faz algum tempo) e foi quando me encantei com o autor.



A Outra Face foi o livro de estréia de Sheldon e não poderia ter começado melhor. O personagem principal é Judd Stevens, um psicanalista muito respeitado e experiente, que vê várias pessoas próximas serem assassinadas antes de descobrir que na verdade ele é o alvo do assassino, porém não sabe o porquê. Qualquer um pode ser o criminoso, inclusive seus pacientes, e Judd precisa descobrir o mais rápido possível antes que o assassino o encontre.

É um thriller psicológico muito bom, a tensão no livro é palpável desde o início. O leitor se vê preso à leitura, pois a todo instante acontece algo que deixa na expectativa do que irá acontecer na sequência. Os personagens são bem cativantes e o suspense faz com que só consigamos desvendar o mistério no final do livro sem que a história seja cansativa e o autor não fique "enrolando" o livro todo, e faz com que o leitor crie teorias e tente desvendar o mistério junto com o personagem.
Outro ponto que é interessante nessa obra é que foi escrita em 1970 e observar como a polícia trabalhava nessa época e toda a 'tecnologia' utilizada chega a ser cômico. O leitor percebe que seria bem mais simples solucionar esses crimes nos dias de hoje, mas ainda assim a magia dessa história não se perde.

Recomendo muito esse livro para os fãs de mistério e romances policiais.




Asylum - Madeleine Roux [Resenha]

“Em um mundo enlouquecido, os loucos se tornam os únicos sãos.”



A história é bastante juvenil e gira em torno de um hospital psiquiátrico que após vendido se torna um campus universitário que oferece curso de verão preparatório para alunos do ensino médio. Daniel Crawford é um adolescente que vê as coisas se transformarem em sua vida quando descobre objetos abandonados (fotos e cartas) do antigo manicômio. Ele tem dificuldade pra socializar, mas logo conhece Abby e Jordan que vem a se tornarem seus melhores amigos no campus. No alojamento há uma ala abandonada em que parece ter sido abandonado às pressas, ficando para trás arquivos e fotos de procedimentos absurdos.  Os três acabam descobrindo resquícios do antigo manicômio e após as investigações proibidas, coisas estranhas começam a acontecer e percebem que não estão ali por acaso.

 O interessante desse livro é que a história vai crescendo gradualmente sem perder seu tom sombrio, o ritmo é meio lento, mas ainda assim envolvente. A autora consegue descrever as cenas e o ambiente com riqueza de detalhes e faz o leitor se sentir junto com os personagens e as fotomontagens no livro ajudam a transmitir o que ela quer passar. A história só ganha ritmo realmente e o leitor consegue sentir a tensão da obra já perto do fim (lá pela página 180) quando se vai descobrir o que está acontecendo e quem está por trás dos assassinatos e “acidentes”.

Eu particularmente gostei da obra, é um terror jovem, mas sem ser clichê e todas essas coisas batidas que já existem por aí que são voltados para o público juvenil. Tem mistério, romance, fala sobre relacionamentos familiares e entre amigos e etc. Esperava mais do livro sim, mas esse é um daqueles livros que a gente procura pra matar o tempo sabe? Não tão empolgante, porém vale a pena ler até o fim.


Essa obra tem continuação, o segundo livro se chama Sanctum e pretendo conferir o desenrolar dessa sequencia. Em breve conto aqui o que achei.


 
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